Famílias de Vítimas de Uvalde Processam Meta e Activision por Suposta “Preparação” de Atirador

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Famílias de vítimas de Uvalde processam Meta e Activision por suposta “preparação” de atirador

As famílias das vítimas do tiroteio na escola de Uvalde, no Texas, entraram com uma ação judicial contra a Meta (proprietária do Instagram) e a Activision (desenvolvedora da série Call of Duty) alegando que as empresas “prepararam” o atirador para cometer o ataque. De acordo com o processo, as companhias “expuseram o atirador às armas, o condicionaram a vê-las como a solução para seus problemas e o treinaram para usá-las”.

Acusações de “preparação” de jovens para atos violentos

O processo alega que o atirador, Salvador Ramos, de 18 anos, jogava “obsessivamente” a série Call of Duty, desenvolvendo habilidades de atirador e obtendo recompensas no jogo. Além disso, a ação afirma que o atirador era “cortejado” por meio de marketing agressivo no Instagram, que mostrava “centenas de imagens glorificando o entusiasmo do combate”.

As famílias acusam a Meta e a Activision de “preparar” e “habituar” jovens a matar, alegando que as empresas “treinaram” o atirador e o “condicionaram” a ver as armas como a solução para seus problemas.

Histórico de processos contra empresas de jogos por violência

Esse tipo de acusação já foi feita diversas vezes no passado contra empresas de jogos eletrônicos, sem sucesso. Pesquisas mostram que os jogos não causam atos violentos na vida real.

No entanto, o advogado das famílias, Josh Koskoff, afirma que a Meta e a Activision “fazem mais do que apenas permitir que as empresas de armas alcancem os consumidores – elas financiam e normalizam a violência para adolescentes em dificuldade”.

Outras empresas também processadas

Além da Meta e da Activision, as famílias também processaram a Daniel Defense, a fabricante da arma AR-15 usada no ataque. O processo alega que a empresa promove suas armas para menores de idade no Instagram, “glorificando” o combate.

Desafios legais e posicionamento das empresas

A Seção 230 da lei de comunicações dos EUA imuniza as plataformas de processos civis se as postagens forem feitas por usuários. No entanto, casos em que a publicidade direcionada é o foco principal podem ser mais complicados.

A Meta não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da The Verge. Já a Activision afirmou que “milhões de pessoas em todo o mundo desfrutam de jogos de vídeo sem recorrer a atos horríveis”.

Referências

Famílias de vítimas de Uvalde processam Meta e Activision por suposta “preparação” de atirador

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